Blockchain para entrar na história

Por Natália Kurimori e Joseph Sellwood

Todos já escutamos alguma vez dentro de uma empresa: “O problema é que o consumidor não quer saber, então não é nossa prioridade”. Mesmo assim, uma quantia significativa e crescente dos R$ 2,6 trilhões gastos com publicidade está direcionada ao “storytelling ”, pois os profissionais de marketing descobriram há muito tempo que nós, consumidores, não resistimos à uma boa história. Sempre.

Olhe seu Instagram agora. Você verá, entre seus amigos e influencers, anúncios mal camuflados para te convencer a “gastar dinheiro que você não tem para comprar coisas que você não precisa para impressionar pessoas que você não conhece ”. Esse conteúdo está totalmente alheio a qualquer tipo de história real, com a qual você possa se identificar, preocupar e ter vontade de se envolver.

E se todo o fluxo de informação que recebemos diariamente fosse baseado em histórias realmente intrigantes e que nos oferecessem uma maneira de participação ativa? A partir de histórias bem contadas, nós nos identificamos com aquilo que queremos nos envolver, experimentar e replicar. É assim que nos conectamos com a nossa motivação pessoal.

Construindo a história

Há pouco tempo, este nível de storytelling era praticamente impossível. Entretanto, ele é hoje a intersecção entre as áreas de marketing, tecnologia e gestão de cadeia.

As novas ferramentas tecnológicas (IoT, mobile, BigData, etc.) possibilitam acompanhar a história real atrás de um produto por toda a sua cadeia, auxiliando que consumidores participem diretamente do impacto positivo existente ao longo da cadeia e até que se relacionem diretamente com diferentes atores da cadeia.

Ao desenhar novas cadeias de forma responsável, é possível fomentar e comunicar valores com os quais os consumidores se identifiquem. Possibilita-se acompanhar cada momento da jornada, desde uma pequena comunidade na Amazônia até um grande varejista em São Paulo e seus clientes (nós consumidores).

Com a aplicação da tecnologia de Blockchain e com os dispositivos móveis, isso tudo é possível hoje.

Deixando um rastro Positivo

Juntos com Wholechain e Mastercard, a REVER, e sua parceira internacional, BSR estão trabalhando com marcas do setor de varejo para construção de histórias reais que permitem que o consumidor participe ativamente da cadeia produtiva.

Do ponto de vista das marcas, este processo traz uma maior resiliência de fornecimento, controle dos preços, melhoria nos processos de análise de dados, maior eficiência nos processos de compras e possibilita a identificação de riscos na cadeia em tempo real.

Para os consumidores, disponibiliza de forma transparente a história por trás dos produtos que consomem, como os atores envolvidos e suas condições de trabalho, os insumos utilizados, os impactos positivos e negativos atrelados à produção.

mfish+5.png

Agora este know-how está disponível aqui no Brasil. O trabalho envolve:

  1. Definição de um produto alvo;

  2. Mapeamento de oportunidades para construção de uma cadeia de suprimentos sustentável e rastreável;

  3. Elaboração de um plano de ação

  4. Implementação do sistema projetado;

  5. Escalar o sistema para outras cadeias de suprimentos.

Num período de até 12 meses, o sistema operacional está estruturado, com KPIs elaborados e com a história real da sua cadeia pronta para ser comunicada aos consumidores.

Indo além de QR Codes

Embora os impactos aos negócios sejam substanciais, é muito importante que o projeto abra as portas para um envolvimento do consumidor, possibilitando que ele descubra seu papel naquela cadeia.

Participe da experiência de CONSTRUÇÃO de uma narrativa baseada nos benefícios decorrentes da tecnologia na gestão de cadeia.

Quero construir uma história que importa.

seta-01_edited.png
seta-01.png