Faturamento baixo, marca em alta - uma releitura do valor dos direitos humanos

Por Cyrille Bellier e Mariella Lima

Nas últimas semanas tivemos poucos momentos de otimismo e muitas decisões difíceis para tomar nas nossas organizações. No entanto, grandes agências e think tanks têm publicado dados que animam qualquer liderança que se engajou nas recentes correntes de solidariedade. Segundo alguns desses estudos, além das contribuições sociais geradas, as ações de solidariedade também contribuem para gerar valor às nossas empresas! De acordo com a RepTrak, empresas cujas ações em resposta à pandemia são lembradas pela população, alcançaram uma reputação 10 pontos mais alta que as empresas que ficaram de fora desta corrente. Boa notícia para quem trabalha com engajamento dos consumidores e colaboradores!

Para muitas empresas, este, não é resultado de um trabalho momentâneo e oportunista em tempos de crise. Muitas das empresas que estão no ranking do Instituto Croma das 100 marcas mais lembradas pelos brasileiros durante a pandemia, são detentoras de uma longa jornada de integração da sustentabilidade e dos direitos humanos em seus processos.

Além da reputação, outro aspecto que podemos esperar é que o valor das ações destas empresas comprometidas resistirá mais aos impactos econômicos e que elas serão mais procuradas por investidores durante a pandemia do que as demais. Índices como o Dow Jones Sustainability Index e fundos de investimentos com critérios socioambientais tiveram quedas menores e têm atraído uma maior procura dos investidores focados na geração de valor a longo prazo.

Enquanto a relação entre ações de solidariedade e direitos humanos não exige muitos esforços para entender, a relação entre direitos humanos e modelos de gestão de riscos ainda não é óbvia para gestores corporativos. Qual valor teria este tema para a retomada das operações?

Uma abordagem de direitos humanos que coloque as pessoas no centro da tomada de decisão

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No contexto corporativo, os direitos humanos forçam uma abordagem que coloque as pessoas e seus direitos básicos no centro das tomadas de decisão. No Brasil, o contexto político e socioeconômico demanda ainda mais esta postura das empresas. Segundo a agência Kantar, 75% dos consumidores brasileiros afirmam que as empresas que colocarem seus lucros acima das pessoas durante esta crise, perderão sua confiança para sempre.

Olhar para as pessoas de forma cêntrica, com o filtro de direitos humanos, significa, por exemplo, antecipar novas normas de gestão de saúde e segurança de colaboradores, clientes e fornecedores. Significa também, evitar crises reputacionais, tendo tolerância zero com discriminações e assédios e treinando colaboradores para que não conduzam abordagens comerciais antiéticas, mesmo em tempos de retomada com metas agressivas; sendo transparente com o uso de dados privados ; garantindo o respeito pleno aos direitos trabalhistas nas cadeias de fornecimento; e protegendo da melhor forma possível os elos mais vulneráveis da cadeia.

A Rever e sua parceira internacional BSR, têm construído soluções rápidas para colocar as pessoas no centro do negócio, cuidando de aspectos sociais e financeiros. Abordamos pontos críticos nas operações das empresas, mitigando riscos e antecipando potenciais crises reputacionais.

Saiba como fazer com que sua retomada considere as melhores práticas de direitos humanos!

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